1,50m x 2,50m
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Recomposição
Cidadela

Pintura: Sr. do Vale
3,00m x 2,00m
Maravilhoso...
Partindo da idéia que não existe verdade absoluta e sim fatos e os mesmos são interpretativos, mas não relativos...tomo a liberdade de mergulhar nesta tela meu caro...e visualizar Timothy Learu sentado em uma cadeira ao lado de seus alunos olhando cada um para o seu mundo interior...
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Princesa de araque
meu castelo desmorona
à primeira goteira na tela
e se refaz pelos olhos
daquele que pinta cores
borradas de sonhos
Encontro Ardiloso
2,50m x 1,50m
Encontro ardiloso
Escorrego do pouco de céu que desponta
em outro canto, embrenho-me
broto argiloso, as entranhas sentem
o caule aprofundar-se tanto
de fazer minhas raízes
perderem-se do seu r(u)amo
Lara
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Encontro transformado em fantasia
Um brilho sem Sol
Encanto desmembrado em traços
Enfeitiçado em redemoinhos de emoção
Diretrizes de minha consciência
Raspa de um sonho
Matiz policromática da intuição
Um brilho sem Sol
Encanto desmembrado em traços
Enfeitiçado em redemoinhos de emoção
Diretrizes de minha consciência
Raspa de um sonho
Matiz policromática da intuição
.
______________________________________
...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
almaque
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...
Cara a Cara
2,50m x 1,50m
Cara a cara
.
Eu, de cara para a minha mentira
Eu, de cara para a minha mentira
nua e crua
encarada por minha face de piedade
.
.
eu, sem espelho de maldade
desconfio de que vejo
algo que não projeto
.
.
sou duas caras ou sou resto
da minha metade que sobrou
[esqueceu-se de ir
para dentro do objeto mágico
que transforma vidro em ilusão
um em dois
[um ser que encara outro
com feição de misericórdia.
.
.
Se não é reflexo
o que vejo são os olhares de sempre
que me reclusam para dentro da tela
e me induzem a ser máscara.
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Todos nós temos não uma, nem duas, mas milhares de caras, máscaras, personalidades e personagens que usamos para desviar das pedras do caminho, chegar a algum lugar, manter as aparências, a sanidade, enfim, viver é foda, é como participar constantemente de um jogo de estratégia, onde a cada instante suas vantagens são tiradas e colocadas de forma aleatória, como em um experimento conduzido com ratos de laboratório só para ver qual rato vai saber sacar a máscara certa e ter maior flexibilidade para chegar, ainda que sem vontade, ou sem certeza, em algum lugar, do qual ninguém faz idéia do que seja, ou ao menos se quer realmente chegar.
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Trás a ausência na plástica a beleza
Distorce o bicho que habita a alma delicada que espanta e canta o som de uma orquestra criada. Chega sem avisar com o espanto que a cor quer sempre realçar. Demonstra e cita cada partícula que a luz tem. O interior do nada de alguém diante do tudo de niguém.
Teatro da Vida

Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m
Detalhe
Detalhe Meu teatro de peças breves
mal abro as cortinas
bilheterias desertas
o som das palmas
são dos fantasmas
que me sopram as falas.
No teatro real
há poucas vidas
que derrubariam máscaras
para mostrar de vez
suas almas vazias.
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As camadas de cada um.
Sopro e passado.
Tempo marcado
no tempo que a lembrança guardou.
Suplica a mente
que senti o tempo perdido
no momento que já passou.
Súplica de gente que mente.
Encena a vida vagueia,
mostrando sem saber no que se transformou.
Apenas com a certeza de que vingou.
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Passagem Secreta
No meu ventrículo aberto
encharcado
encontro você imersa
.
nem nada, nem flutua
apenas observa e manipula
a saída e entrada dos meus ecos
refletindo contra as ondas,
maremotos dos seus.
.
Que fada, que musa, que nada?!
Apenas se afunda lá dentro
como serpente d'água
.
e o ventrículo se enche
e logo depois murcha
por ver você esgueirando-se
dessa sua forma insipiente.
Fotogênese

Pintura: Sr. do Vale
3,00m x 2,00m
Interiormente, sou assim
Tingida de vermelho
Minhas emoções ardentes
- contra suas expressões frias -
São vermelhas.
As mãos que me tateiam internamente
Cravam unhas em meu útero
Provocando o fluido viscoso que emerge
À superfície que eriça.
E tirando o estreito canal alvo
Que me sobrou para o vislumbre seu
Sou essencialmente da cor
Que faz guerra, dá tensão
E tira o sono...
Quente,
De lua, de fogo
Sou.
__________________________________________
.
E pensar que é uma sombra que me persegue
Cavocando-me por dentro
Cavocando-me por dentro
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PINTURAS DIGITAIS
Polissemia
Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m
Meu pincel
objeto tinhoso
que se esboça fálico.
.
Nem durmo, nem disfarço
que minha cama dura
de colchão de escritos
me faz imaginar-te nua
a me olhar por essa tua janela
de moça quase pura
que delira na minha tela
com seu olhar caleidoscópico.
.
Penso no teu deitar
de pernas arqueadas
em que me miro.
.
O que será da minha mente
que cria miragem tua
- minha paisagem bucólica
-onde piro?

Detalhe
Estrondosamente quieto ou quietamente estrondoso.
O Mundo Imaginário de Ioanes Nullius

Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m
A sanidade não tem vez nesse mundo
O Pensamento
E a reflêxão
A calma e a lisergia do boi,
um símbolo ou uma chave do inconsciente.
A prece
O fogo da paixão, na ardência viva de sua memória
A Lua, bailarina branca dos andarilhos solitários
O sumidouro
As plantas
O vulto não revelado
O mundo de Ionaes
Repleto de formas indefinidas
Incompleto
Incompreensível
s.v.
________________________________________________
Não jogues as cartas fora
nem queime neste fogo baixo da tristeza
há quem ainda perceba o órgão rubro
que de lata, dilata, e vibra
ao ver a cena
da noite que vai embora
sem se despedir.
Deixe alguns versos inteiros
nem que pela metade, irão servir
no futuro porvir de um sorriso
deixe-os tentar florir
reflorestar o órgão latente
antes que demente ele se vá
para o fogaréu das poesias
que não sobreviveram por lá.
sra. dos 4 As
Triade


2,50m x 1,50m
A superfície que atrai
a extremidade que toca
ninho sem aconchego dentro
aurora boreal por fora.
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veja também em: hofmannstoll
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TRIADE
A Pérola da Poesia
2,50m x 1,50m
Pensei distâncias e desencontros
Transitei pelo vazio
A procura do abraço
Sou resumo de um momento
Que me revira por dentro
.
Li o silêncio
E não entendi nada
Não quero cansar antes da estrada
Nem penso que vai ser fácil
.
Quero a mão estendida
E um fio de emoção que me ligue à vida.
Detalhe
Queres a presença
o detalhe do toque
a sugestão do vento
a roçar a secura
da pele fria
.
encontraste uma parte
do vazio que ensandece
.
onde fica a razão quando
na ardência imaterial
perde-se do desejo
a dimensão?
___________________________________________
O quanto a mente pode imaginar
diante de visão tão surreal
Quantos caminhos a percorrer
no vale da criação
Em suas cores tão vivas
Nas imagens que se sobrepõem
compondo uma estória inimaginável
Esta a beleza da poesia
descobrir a pérola na ostra
e trazê-la à luz dos nossos olhos
Criar a partir de algo abstrato
um significado para quem o lê
.
A mulher que alça vôo
lançando-se na escuridão
Um casal a queimar de paixão
no enlace de seus corpos
A sombra e a luz,
os contrário expostos
O Yin e o Yang,
masculino e feminino,
complementando-se num mesmo universo
O TAO em sua manifestação
Universo em expansão
uma explosão de matizes
Numa mistura de sensações
A morte e a vida
numa só pulsação
Pensamentos Múltiplos e Uma Recordação
2,50m x 1,50m
Meu cérebro e seu hemisfério esquerdo tentando em vão racionalizar, ignorar, abortar todo o encanto dela, que já tomou o outro lado da minha massa cinzenta. Lado que agora é colorido, fluorescente, furta-cor... Ele faz festa, pinta e borda por não precisar pensar – é todo arte e intuição, pois ela é presente de corpo e alma; mais alma do que corpo, mais imaginação... feliz do meu cérebro que pode ter em mente aquilo que meu corpo só pressente.
Lara Amaral
Sobrevivência
2,50m x 1,50m
“O olhar ultrapassa meu entendimento e me contento em seguir levando no coração uma estrela do mar”
______________________________________
Nuances de sobrevivência
No peito um aperto
Nos olhos profunda solidão
Migalhas espalhadas pelo chão
Sacolas vazias Vidas vadias
Corpos prostrados sim
Outros não
Porém todos aguardando Sem pressa
O tempo de espera Que resta
E traz
Nuances de uma esperança
Na cadência do coração
Que sussurra:
Sobrevivência única razão!
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Do chacra central
Do chacra central
aberto, ferido
escaparam-lhe os nervos
que não faltaram na folha
nascida naquele solo fecundo
de energizado adubo vital;
no entanto dos sonhos,
amores e loucuras
a folha não viu a cor
nem sinal ficou
a não ser o das sombras
do final da tarde quente
que inalam todo o vapor
- pavor
-do ceifador solitário.
LARAMARAL
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"Não é porque sou o artista do picadeiro que não vou apreciar o digital, as telas, o nado sincronizado, a escultura na areia, um gol de placa, fotografia, a vida...Se não gosto me afasto. Todas tem uma forma de expressão e arte do cotidiano as vezes real demais ou utopico demais."
tossan
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tossan
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Equilibrista de Fio Tênue
Detalhe
DetalheEu acho que ela vai cair no rio,
e vai subir a queda de água,
e vai atravessar as cavernas donde brota a água fria
e vai conhecer outros mundos,
outras luzes, outros reflexos,
esquecer as sombras
e aquecer os ombros:
há-de haver algum abraço à sua espera.
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Viagem final
Viagem final
O grito corta a noite
atravessa a ponte da vida
alcança a faixa da morte
abismo negro sem fim
lançado dessa forma flutuaum
frio corta a face
gosto amargo seca a boca
resseca os lábios que entreabertos
quase tiram o ar é uma viagem a absurdo
lembranças, fatos, imagens,
tudo seco sem emoção
as mãos abertas esbofeteiam o vento
as pernas desconexas soltas parecem não compor o todo
que apenas sente,
ressente
e entende como ainda vida
o grito segue abismo abaixo
sem ter quemo ouça
porque salvar-se não deseja mais...
Nem sóbrio, nem equilibrista
De repente, a enchente vem
e ele pende para o lado onde
poderá se atracar.
A onda toda de tormenta
turva-lhe a fronte.
É quase abismo
mas há vontade de surgir.
A platéia apática assiste
à sua saga demorada
de saber se fica
ou se vai na revoadadas aves que não fazem verão......
.
Outro repente, nem menos nem mais
leva-o a derradeiro transe:
agora ele é fera
buscando incessante
qualquer presa mais frágil.
O corpo se abre à luxúria
- a mente reclusa
-não há razão
há instinto, há faro.
Nesse momento
antes que a corda bamba
decline para o outro lado
ele se prepara para o ataque
até chegar a hora
em que se transmute de novo
num equilibrista de araque.
Caminhada
3,00m x 2,00m
Ele foi atrás dela
por um caminho de nuvens
com desenhos mutantes.
.
A passagem dela para o céu
foi façanha maior
do que ele pôde suportar.
.
Quanto mais chega perto dela
mais a sombra dele se desmancha.
.
Lá no alto ele se vê:
metade cinzas
metade ela
e dele mesmo
só rastro, borrão
mancha.
_________________________________________
Uma morte daquelas e uma cegueira assim que repõe no olhar a beleza suprema de duas silhuetas..., não é afinal de invejar, ter um Adeus Sem Rosto?
_________________________________________
O rosto que o homem tem.
Corpos curvados.
Expressão lamento.
Matéria.
Ouro e escremento.
Fulgaz lamento.
Entre bichos.
Um ser diferente.
Igual. Normal.
Comum no que sente.
Um ser que pensa e mente.
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CAMINHADA,
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LENOR,
PINTURAS DIGITAIS,
SELENA SARTORELO
Orbital
3,00m x 2,00m
Às vezes a noite é só uma unha de lua ou
carne rasgada e uma estrada de leite.
lenor
lenor
____________________________________________
O pequeno contorno
que brilha lá fora
é ínfima parte do
que deveras existe
.
a metade rubra
que o observa
desfibrilada
cá dentro é tão
.
pouco do que ficou
quando a luz da lua
você me roubou
deixando-me nua.
____________________________________________
me lembrou a noite da virada de ano onde a frente havia o mar,
acima a lua que reinava absoluta acima dos fogos!
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REFLEXO D ALMA
Dialeto da Sedução
4,00m x 3,00m
O Canto da Sereia
Com os olhos a contemplar
a imensidão desse vasto mar,
essa mulher de pele alva,
inocente de seus encantos,
tal qual uma sereia
a despertar com seu canto
o marinheiro do mar
.
Nas águas doce delícia
como uma carícia morna
que do corpo aquieta o fogo
que queima como lavas
de um vulcão em erupção
.
E essa mulher sentada e nua
em plácida displicência muda
nem se apercebe do furor
que atormenta o coração
desse solitário homem,
que ao fitá-la se perde
em desejos e fantasias
.
E seu corpo, em plena euforia,
aguarda o anoitecer de mais um dia
...é um tempo sem tempo
...depois mais a frente da tela
adoro que as imagens como que dançam em minha mente
não deixam mais de fazer parte de minha lembrança.
Reflexo d Alma
Reflexo d Alma
Além da linha do horizonte
Até o encontro da serra com o mar
Resquícios de rochas magmáticas
Inflamando o calor de corpos sedentos
Cores perdidas no tempo
Almas fecundas em chama
O repouso dos corpos
A semente da sedução
No reflexo da paisagem
Traduzidos na maestria do momento
Traços concretos da imaginação
No desfiladeiro de cores vivas...
faustodevil
_______________________________________
O sol desceu e poisou no topo do penedo ao lado da rocha onde se deitava a sereia, roubando o lugar a alguém que se senta conformado por não poder lutar com gigantes. O sol, de olhar de tão perto para a sereia, ficou cego.
lenor
_______________________________________
Lembrar das cartas de Pessoa, especificamente as ridículas...
faustodevil
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O sol desceu e poisou no topo do penedo ao lado da rocha onde se deitava a sereia, roubando o lugar a alguém que se senta conformado por não poder lutar com gigantes. O sol, de olhar de tão perto para a sereia, ficou cego.
lenor
_______________________________________
Lembrar das cartas de Pessoa, especificamente as ridículas...
Pensar na sedução que caiu no desduso.
Sentir a atração que causa,
frios e calafrios, que tem odores e sabores.
Palavras sem sons
Destrói, reconstrói
Corpos distantes
Almas juntas
Exausta
Debruçou-se
Contemplando a linha
Onde céu e mar se fundem.
.
No mesmo plano
Ela estava
Sem horizonte
Vista embaçada:
Ou era o azul de cima
Ou era o azul de baixo.
.
Era ela num momento
De satélite
Refletindo toda a luz
Daquele dia
Em que o astro da manhã
Observava-a.
.
Pouco se viu dela
Pois esparramada
Tipo mole, argilosa
Ela se fundiu
À rocha.
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