Mostrando postagens com marcador LARA AMARAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LARA AMARAL. Mostrar todas as postagens

Guardião dos Sonhos

Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m

                                                                                                  Detalhe

Cidadela


Pintura: Sr. do Vale
3,00m x 2,00m

Maravilhoso...

Partindo da idéia que não existe verdade absoluta e sim fatos e os mesmos são interpretativos, mas não relativos...tomo a liberdade de mergulhar nesta tela meu caro...e visualizar Timothy Learu sentado em uma cadeira ao lado de seus alunos olhando cada um para o seu mundo interior...
______________________________________________


Princesa de araque
meu castelo desmorona
à primeira goteira na tela

e se refaz pelos olhos
daquele que pinta cores
borradas de sonhos

Encontro Ardiloso

Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m

Encontro ardiloso

Escorrego do pouco de céu que desponta
em outro canto, embrenho-me
broto argiloso, as entranhas sentem
o caule aprofundar-se tanto
de fazer minhas raízes
perderem-se do seu r(u)amo
Lara
______________________________________
Encontro transformado em fantasia
Um brilho sem Sol
Encanto desmembrado em traços
Enfeitiçado em redemoinhos de emoção
Diretrizes de minha consciência
Raspa de um sonho
Matiz policromática da intuição
.
______________________________________

...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
almaque
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...

Cara a Cara

Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m
Cara a cara
.
Eu, de cara para a minha mentira
nua e crua
encarada por minha face de piedade
.
eu, sem espelho de maldade
desconfio de que vejo
algo que não projeto
.
sou duas caras ou sou resto
da minha metade que sobrou
[esqueceu-se de ir
para dentro do objeto mágico
que transforma vidro em ilusão
um em dois
[um ser que encara outro
com feição de misericórdia.
.
Se não é reflexo
o que vejo são os olhares de sempre
que me reclusam para dentro da tela
e me induzem a ser máscara.
________________________________________

Todos nós temos não uma, nem duas, mas milhares de caras, máscaras, personalidades e personagens que usamos para desviar das pedras do caminho, chegar a algum lugar, manter as aparências, a sanidade, enfim, viver é foda, é como participar constantemente de um jogo de estratégia, onde a cada instante suas vantagens são tiradas e colocadas de forma aleatória, como em um experimento conduzido com ratos de laboratório só para ver qual rato vai saber sacar a máscara certa e ter maior flexibilidade para chegar, ainda que sem vontade, ou sem certeza, em algum lugar, do qual ninguém faz idéia do que seja, ou ao menos se quer realmente chegar.
________________________________________

Trás a ausência na plástica a beleza
Distorce o bicho que habita a alma delicada que espanta e canta o som de uma orquestra criada. Chega sem avisar com o espanto que a cor quer sempre realçar. Demonstra e cita cada partícula que a luz tem. O interior do nada de alguém diante do tudo de niguém.

Teatro da Vida


Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m

Detalhe

Detalhe

Meu teatro de peças breves
mal abro as cortinas
bilheterias desertas
o som das palmas
são dos fantasmas
que me sopram as falas.
No teatro real
há poucas vidas
que derrubariam máscaras
para mostrar de vez
suas almas vazias.
____________________________________________

As camadas de cada um.
Sopro e passado.
Tempo marcado
no tempo que a lembrança guardou.
Suplica a mente
que senti o tempo perdido
no momento que já passou.
Súplica de gente que mente.
Encena a vida vagueia,
mostrando sem saber no que se transformou.
Apenas com a certeza de que vingou.
____________________________________________

Passagem Secreta


Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m

No meu ventrículo aberto
encharcado
encontro você imersa
.
nem nada, nem flutua
apenas observa e manipula
a saída e entrada dos meus ecos
refletindo contra as ondas,
maremotos dos seus.
.
Que fada, que musa, que nada?!
Apenas se afunda lá dentro
como serpente d'água
.
e o ventrículo se enche
e logo depois murcha
por ver você esgueirando-se
dessa sua forma insipiente.

Fotogênese


Pintura: Sr. do Vale
3,00m x 2,00m

Interiormente, sou assim
Tingida de vermelho
Minhas emoções ardentes
- contra suas expressões frias -
São vermelhas.
As mãos que me tateiam internamente
Cravam unhas em meu útero
Provocando o fluido viscoso que emerge
À superfície que eriça.
E tirando o estreito canal alvo
Que me sobrou para o vislumbre seu
Sou essencialmente da cor
Que faz guerra, dá tensão
E tira o sono...
Quente,
De lua, de fogo
Sou.
__________________________________________
.
E pensar que é uma sombra que me persegue
Cavocando-me por dentro

Polissemia


Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m

Meu pincel
objeto tinhoso
que se esboça fálico.
.
Nem durmo, nem disfarço
que minha cama dura
de colchão de escritos
me faz imaginar-te nua
a me olhar por essa tua janela
de moça quase pura
que delira na minha tela
com seu olhar caleidoscópico.
.
Penso no teu deitar
de pernas arqueadas
em que me miro.
.
O que será da minha mente
que cria miragem tua
- minha paisagem bucólica
-onde piro?

Detalhe

Estrondosamente quieto ou quietamente estrondoso.

O Mundo Imaginário de Ioanes Nullius


Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m
A sanidade não tem vez nesse mundo

O Pensamento
E a reflêxão
A calma e a lisergia do boi,
um símbolo ou uma chave do inconsciente.

A prece

O fogo da paixão, na ardência viva de sua memória
A Lua, bailarina branca dos andarilhos solitários

O sumidouro
As plantas
O vulto não revelado

O mundo de Ionaes
Repleto de formas indefinidas

Incompleto
Incompreensível
s.v.
________________________________________________

Não jogues as cartas fora
nem queime neste fogo baixo da tristeza
há quem ainda perceba o órgão rubro
que de lata, dilata, e vibra
ao ver a cena
da noite que vai embora
sem se despedir.
Deixe alguns versos inteiros
nem que pela metade, irão servir
no futuro porvir de um sorriso
deixe-os tentar florir
reflorestar o órgão latente
antes que demente ele se vá
para o fogaréu das poesias
que não sobreviveram por lá.
sra. dos 4 As

Triade





Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m


A superfície que atrai
a extremidade que toca
ninho sem aconchego dentro
aurora boreal por fora.
______________________________________________
veja também em: hofmannstoll

A Pérola da Poesia

Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m


Pensei distâncias e desencontros
Transitei pelo vazio
A procura do abraço
Sou resumo de um momento
Que me revira por dentro
.
Li o silêncio
E não entendi nada
Não quero cansar antes da estrada
Nem penso que vai ser fácil
.
Quero a mão estendida
E um fio de emoção que me ligue à vida.

Detalhe


Queres a presença
o detalhe do toque
a sugestão do vento
a roçar a secura
da pele fria
.

encontraste uma parte
do vazio que ensandece
.

onde fica a razão quando
na ardência imaterial
perde-se do desejo
a dimensão?
___________________________________________

O quanto a mente pode imaginar
diante de visão tão surreal
Quantos caminhos a percorrer
no vale da criação
Em suas cores tão vivas
Nas imagens que se sobrepõem
compondo uma estória inimaginável
Esta a beleza da poesia
descobrir a pérola na ostra
e trazê-la à luz dos nossos olhos
Criar a partir de algo abstrato
um significado para quem o lê
.

A mulher que alça vôo
lançando-se na escuridão
Um casal a queimar de paixão
no enlace de seus corpos
A sombra e a luz,
os contrário expostos
O Yin e o Yang,
masculino e feminino,
complementando-se num mesmo universo
O TAO em sua manifestação
Universo em expansão
uma explosão de matizes
Numa mistura de sensações
A morte e a vida
numa só pulsação

Pensamentos Múltiplos e Uma Recordação

Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m



Meu cérebro e seu hemisfério esquerdo tentando em vão racionalizar, ignorar, abortar todo o encanto dela, que já tomou o outro lado da minha massa cinzenta. Lado que agora é colorido, fluorescente, furta-cor... Ele faz festa, pinta e borda por não precisar pensar – é todo arte e intuição, pois ela é presente de corpo e alma; mais alma do que corpo, mais imaginação... feliz do meu cérebro que pode ter em mente aquilo que meu corpo só pressente.
Lara Amaral


Sobrevivência

Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m

“O olhar ultrapassa meu entendimento e me contento em seguir levando no coração uma estrela do mar”
______________________________________

Nuances de sobrevivência
No peito um aperto
Nos olhos profunda solidão
Migalhas espalhadas pelo chão
Sacolas vazias Vidas vadias
Corpos prostrados sim
Outros não
Porém todos aguardando Sem pressa
O tempo de espera Que resta
E traz
Nuances de uma esperança
Na cadência do coração
Que sussurra:
Sobrevivência única razão!
______________________________________

Do chacra central
aberto, ferido
escaparam-lhe os nervos
que não faltaram na folha
nascida naquele solo fecundo
de energizado adubo vital;
no entanto dos sonhos,
amores e loucuras
a folha não viu a cor
nem sinal ficou
a não ser o das sombras
do final da tarde quente
que inalam todo o vapor
- pavor
-do ceifador solitário.
LARAMARAL
______________________________________
"Não é porque sou o artista do picadeiro que não vou apreciar o digital, as telas, o nado sincronizado, a escultura na areia, um gol de placa, fotografia, a vida...Se não gosto me afasto. Todas tem uma forma de expressão e arte do cotidiano as vezes real demais ou utopico demais."
tossan
______________________________________

Equilibrista de Fio Tênue

Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m

Detalhe

Detalhe


Eu acho que ela vai cair no rio,
e vai subir a queda de água,
e vai atravessar as cavernas donde brota a água fria
e vai conhecer outros mundos,
outras luzes, outros reflexos,
esquecer as sombras
e aquecer os ombros:
há-de haver algum abraço à sua espera.
___________________________________________

Viagem final
O grito corta a noite
atravessa a ponte da vida
alcança a faixa da morte
abismo negro sem fim
lançado dessa forma flutuaum
frio corta a face
gosto amargo seca a boca
resseca os lábios que entreabertos
quase tiram o ar é uma viagem a absurdo
lembranças, fatos, imagens,
tudo seco sem emoção
as mãos abertas esbofeteiam o vento
as pernas desconexas soltas parecem não compor o todo
que apenas sente,
ressente
e entende como ainda vida
o grito segue abismo abaixo
sem ter quemo ouça
porque salvar-se não deseja mais...
Meus Reflexos Contos Textos Frases e Afins
___________________________________________
Nem sóbrio, nem equilibrista
De repente, a enchente vem
e ele pende para o lado onde
poderá se atracar.
A onda toda de tormenta
turva-lhe a fronte.
É quase abismo
mas há vontade de surgir.
A platéia apática assiste
à sua saga demorada
de saber se fica
ou se vai na revoadadas aves que não fazem verão......
.
Outro repente, nem menos nem mais
leva-o a derradeiro transe:
agora ele é fera
buscando incessante
qualquer presa mais frágil.
O corpo se abre à luxúria
- a mente reclusa
-não há razão
há instinto, há faro.
Nesse momento
antes que a corda bamba
decline para o outro lado
ele se prepara para o ataque
até chegar a hora
em que se transmute de novo
num equilibrista de araque.

Caminhada

Pintura: Sr. do Vale
3,00m x 2,00m

Ele foi atrás dela
por um caminho de nuvens
com desenhos mutantes.
.
A passagem dela para o céu
foi façanha maior
do que ele pôde suportar.
.
Quanto mais chega perto dela
mais a sombra dele se desmancha.
.
Lá no alto ele se vê:
metade cinzas
metade ela
e dele mesmo
só rastro, borrão
mancha.
_________________________________________


Uma morte daquelas e uma cegueira assim que repõe no olhar a beleza suprema de duas silhuetas..., não é afinal de invejar, ter um Adeus Sem Rosto?
_________________________________________

O rosto que o homem tem.
Corpos curvados.
Expressão lamento.
Matéria.
Ouro e escremento.
Fulgaz lamento.
Entre bichos.
Um ser diferente.
Igual. Normal.
Comum no que sente.
Um ser que pensa e mente.

Orbital

Pintura: Sr. do Vale
3,00m x 2,00m

Às vezes a noite é só uma unha de lua ou
carne rasgada e uma estrada de leite.
lenor
____________________________________________

O pequeno contorno
que brilha lá fora
é ínfima parte do
que deveras existe
.
a metade rubra
que o observa
desfibrilada
cá dentro é tão
.
pouco do que ficou
quando a luz da lua
você me roubou
deixando-me nua.
____________________________________________

me lembrou a noite da virada de ano onde a frente havia o mar,
acima a lua que reinava absoluta acima dos fogos!

Dialeto da Sedução

Pintura: Sr. do Vale
4,00m x 3,00m
O Canto da Sereia
Com os olhos a contemplar
a imensidão desse vasto mar,
essa mulher de pele alva,
inocente de seus encantos,
tal qual uma sereia
a despertar com seu canto
o marinheiro do mar
.
Nas águas doce delícia
como uma carícia morna
que do corpo aquieta o fogo
que queima como lavas
de um vulcão em erupção
.
E essa mulher sentada e nua
em plácida displicência muda
nem se apercebe do furor
que atormenta o coração
desse solitário homem,
que ao fitá-la se perde
em desejos e fantasias
.
E seu corpo, em plena euforia,
aguarda o anoitecer de mais um dia
...é um tempo sem tempo
...depois mais a frente da tela
adoro que as imagens como que dançam em minha mente
não deixam mais de fazer parte de minha lembrança.
Reflexo d Alma
_______________________________________


Das cordilheiras perdidas
Além da linha do horizonte
Até o encontro da serra com o mar
Resquícios de rochas magmáticas
Inflamando o calor de corpos sedentos
Cores perdidas no tempo
Almas fecundas em chama
O repouso dos corpos
A semente da sedução
No reflexo da paisagem
Traduzidos na maestria do momento
Traços concretos da imaginação
No desfiladeiro de cores vivas...
faustodevil
_______________________________________

O sol desceu e poisou no topo do penedo ao lado da rocha onde se deitava a sereia, roubando o lugar a alguém que se senta conformado por não poder lutar com gigantes. O sol, de olhar de tão perto para a sereia, ficou cego.
lenor
_______________________________________

Lembrar das cartas de Pessoa, especificamente as ridículas...
Pensar na sedução que caiu no desduso.
Sentir a atração que causa,
frios e calafrios, que tem odores e sabores.
Palavras sem sons
Destrói, reconstrói
Corpos distantes
Almas juntas

Exausta
Debruçou-se
Contemplando a linha
Onde céu e mar se fundem.
.
No mesmo plano
Ela estava
Sem horizonte
Vista embaçada:
Ou era o azul de cima
Ou era o azul de baixo.
.
Era ela num momento
De satélite
Refletindo toda a luz
Daquele dia
Em que o astro da manhã
Observava-a.
.
Pouco se viu dela
Pois esparramada
Tipo mole, argilosa
Ela se fundiu
À rocha.