Polissemia


Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m

Meu pincel
objeto tinhoso
que se esboça fálico.
.
Nem durmo, nem disfarço
que minha cama dura
de colchão de escritos
me faz imaginar-te nua
a me olhar por essa tua janela
de moça quase pura
que delira na minha tela
com seu olhar caleidoscópico.
.
Penso no teu deitar
de pernas arqueadas
em que me miro.
.
O que será da minha mente
que cria miragem tua
- minha paisagem bucólica
-onde piro?

Detalhe

Estrondosamente quieto ou quietamente estrondoso.

6 comentários:

Lara Amaral disse...

Meu pincel
objeto tinhoso
que se esboça fálico.

Nem durmo, nem disfarço
que minha cama dura
de colchão de escritos
me faz imaginar-te nua
a me olhar por essa tua janela
de moça quase pura
que delira na minha tela
com seu olhar caleidoscópico.

Penso no teu deitar
de pernas arqueadas
em que me miro.

O que será da minha mente
que cria miragem tua
- minha paisagem bucólica -
onde piro?


Mais uma dessa e vc me mata, viu? rs.
Espero que goste, beijo.

lenor disse...

Estrondosamente quieto ou quietamente estrondoso.

M.PAUMARCH disse...

Deliris!! Deliris comuns. Tot el món delira! El món dels humans és una gran quimera delirant!

Um abraço, amigo.

Mirse Maria disse...

Pelo extrato gráfico já se nota "MUITAS em UMA".

Com um pincel tinhoso e fálico, num colchão de escritos, a imaginação corre solta.

E eis que a poetisa linda, aproveita e ecoa em versos mais um belo poema!

Parabéns, doce Lara!

Beijos

Mirse

Renata de Aragão Lopes disse...

Larinha,

tão distinto
de tudo que escreve!
Adorei a novidade!

Beijo.

Beto Brandão disse...

Ah, Sr. do Vale... Ah! Lara Amaral...

Este comentário já tem palavras demais!