Reverberação


Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m

Impossível ser racional
meu cérebro é alagado
de toda epifania e incompreensão
de todos os extremos
opostos
e irrisórios sentimentos
não há acordo aqui em cima
tudo o que me sobe, me domina
até meu cérebro é coração
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O encontro do verbo com a imagem
A reverberação em espiral
Causando rodopios e calafrios
Absorvendo formas
Que dê sentido
Aos sentimentos.
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Sentimentos Vivos
Como que caindo de meu próprio peso
Pendendo para o alem do ar e da existência
Diante de uma visão totalmente devastadora
Abrem diante de meus estatelados olhos
Janelas e constatações algo preocupantes
Coisas que jamais vi e presenciei
Formas que antes destes momentos
Nada diziam para mim exceto fábulas
.
.
Posso agora dizer dos tentáculos presentes
Estruturas enraizadas e poderosas
Oriundas de um nada perturbador
Aparentes tentáculos de monstros colossais
Sem estarem ligados em si mas unidos
Choca asseverar que tais filamentos sombrios
Estruturam algo como um capacete
Uma grande tela de cinema distorcida
Onde os olhos devem procurar com acuidez
Relatos de algo compreensível a mente
Mas impossíveis de serem esclarecidos
.
.
Se existem olhos eles estão perdidos
Bocas, orelhas, pelos, algo inteligível
Tudo isso passa despercebido
O que fica é a certeza de grande tumulto
Mental, visual, caricatural, descomunal
.
.
E a visão é levante, é profunda
Pois já dentro dela estou, imerso nela
Sem braçadas, sem passos, sem gestos
Apenas a mente voa, e alto
Os olhos arregalados e arrepiados
Pois é para eles que tudo converge
E do arrepio que se sente quase tangível
Percebe-se o tema, percebe-se a reverberação
.
.
Que visão
Que ilusão
Que sensação
Que pulsação
Sinto que tudo está vivo ao meu redor.
_____________________________________________
o que há no sentir
é latente.
pulsa.
e ao psicografar
sentido o flutuar
sem palavras, o render
e no nada ser-seno será
que é agora.
pintura
elevada
e textualmente transmissível,
a definição que anuncia
a intenção não calculada,
com o único propósito
de retratar o Paris
dos olhos.
_____________________________________________
Reverbera em mim sonhos
uma praia azul
areia de pedras flutuantes
Reverbera em mim
o silêncio, de sentidos espiralados
reverbera em mim a loucura do encontro
reflexo da imagem reversa
o ar que infla e invade as entranhas, não reverbera
faltoso, penetra e sufoca meu eco
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.

.
.
.
rever( ( ((o brilho)) ) )ação!
.
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9 comentários:

Lara Amaral disse...

Impossível ser racional
meu cérebro é alagado
de toda epifania e incompreensão
de todos os extremos
opostos
e irrisórios sentimentos
não há acordo aqui em cima
tudo o que me sobe, me domina
até meu cérebro é coração

Desbururu disse...

Sentimentos Vivos



Como que caindo de meu próprio peso

Pendendo para o alem do ar e da existência

Diante de uma visão totalmente devastadora

Abrem diante de meus estatelados olhos

Janelas e constatações algo preocupantes

Coisas que jamais vi e presenciei

Formas que antes destes momentos

Nada diziam para mim exceto fábulas




Posso agora dizer dos tentáculos presentes

Estruturas enraizadas e poderosas

Oriundas de um nada perturbador

Aparentes tentáculos de monstros colossais

Sem estarem ligados em si mas unidos




Choca asseverar que tais filamentos sombrios

Estruturam algo como um capacete

Uma grande tela de cinema distorcida

Onde os olhos devem procurar com acuidez

Relatos de algo compreensível a mente

Mas impossíveis de serem esclarecidos




Se existem olhos eles estão perdidos

Bocas, orelhas, pelos, algo inteligível

Tudo isso passa despercebido

O que fica é a certeza de grande tumulto

Mental, visual, caricatural, descomunal




E a visão é levante, é profunda

Pois já dentro dela estou, imerso nela

Sem braçadas, sem passos, sem gestos

Apenas a mente voa, e alto

Os olhos arregalados e arrepiados

Pois é para eles que tudo converge

E do arrepio que se sente quase tangível

Percebe-se o tema, percebe-se a reverberação




Que visão



Que ilusão



Que sensação



Que pulsação


Sinto que tudo está vivo ao meu redor.

Canteiro Pessoal disse...

Sr do Vale,

latente mim os oceanos que se partem inexplicavelmente a frente. Visualizo uma descoberta imensurável, que me faz lembrar o caminho das palavras, metáforas ou não, acalmando meus pensamentos, e em cada sorriso que o alfabético me dá, deixam-me com os olhos atentos e marejados. O tempo que oferto, demorado, não são perda de tempo, e com passos de bailarina, persigo o que está oculto em meus sentidos. Inevitavelmente, trilhando em direção ao desconhecido que assusta, mas conjuga historia de vida e me permite dizer o que digo quente, até o que está em mim gélido, sem reservas.

A propósito, agora que percebo que colocaste o que enviei, sinto-me honrada. És um tesouro!

Abraços.

Priscila Cáliga

Valéria Sorohan disse...

Expressiva...verdadeiramente bela a sua forma de Sentir! Pintas em cores o desejo ardente de amar...doces e vivos quadros reais, onde o desejo flutua ao vento da minha admiração.

BeijooO*

Juan Moravagine Carneiro disse...

Só posso dizer meu caro, que seus trabalhos se fazem de extrema necessidade para está nossa realidade virtual...
Dando cores a nossas entranhas...

dançando com palavras e versos

abraço

Patrícia Gonçalves disse...

Reverbera em mim sonhos
uma praia azul
areia de pedras flutuantes
Reverbera em mim
o silêncio, de sentidos espiralados
reverbera em mim a loucura do encontro
reflexo da imagem reversa
o ar que infla e invade as entranhas, não reverbera
faltoso, penetra e sufoca meu eco

tonhOliveira disse...



VALE

rever( ( ((o brilho)) ) )ação!

SR!

tonhOliveira disse...



b(Ri)lhei!

SR, Va(i)lendo!

Raquel de Carvalho disse...

Traços malucos e irracionais, que transcrevem racionalmente o ser racional.

Belíssima sua arte!

Beijos