
Lentamente o velho desliza por sobre as sombras
Um sol frio não derrete neves brancas nem águas azuis.


Meu olhos a apreciar
ao lado templante
irá submergir
do semblante subjulgado
só assim eu serei eu
pela tua imponência,
pela tua arte...
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É tédio ou sonho o que me prende aos lençóis carmim?
É zelo ou medo o que você sente enquanto me vela?
Que pensamentos povoam sua cabeça tinta de rosa?
É amor ou desejo o que tinge seu rosto em febre?
Quem é a egípcia imagem que você pintou de verde
E postou à minha porta?
Você carrega gatos dourados
e eu posso sentir o caos de seus tormentos
aqui do meu leito.
Tanto cuidado e me deito nua
Meu peito rasgado
Partido ao meio
Tanto receio
e assim mesmo
minha vontade escapa
em branco e preto.
Existo além da pele de seda
E essa só eu conheço.
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Prostrado
Preso
Estagnado
Nasceram raizes solidificando teus pés impedindo-o que voo alçace.
Não consegue livra-se da preguiça que se apossou de teu corpo vadio.
Alienou tua mente
Escureceu o desejo
Mergulho de mão
De bico ou de boca
Estátua de bicho
Cabeça que pensa pensar
Víceras secas
Subliminando o meu enxergar.
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Ela é uma pérola de vestido vermelho e com cara de laranja que a mãe-ostra ali deixou, porque precisa de ir criar mais pérolas-filhas. E deixou a guardá-la, da cobiça do busto, o pássaro verde-água.
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O empírico
Do meu eu lírico
Jougou-se ao delírio
Telúrico
Afrodisíaco
Idílico lírio
Um martírio sem tal ser...


Ajoelha-te neste chão dos céus
Deixa que desmonte, cavalo alado
E me apeie na constelação de Pégaso
Como quem pode caminhar sobre estrelas…
Ajoelha-te brevemente e vai-te pelo espaço
Nessa liberdade equestre da vastidão celeste
Deixa que fique entre a espuma branca e fria
Saudade humana vagueando entre a poeira dourada de estrelas…
Inclina-te…pousa-me e segue o teu destino de Equus!