Triste

Pintura: Sr. do Vale
2,50m x 1,50m

É o mantra ouvido na alma, o silêncio visto na transparência do embrião, a eterna solidão gerada pelo sentimento sem razão, um estado encontrado pelo espírito, o momento ausente do presente, o não dito pelo pensamento, a morte pelo esquecimento. Uma condição jamais!
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Sem razão
para o constraste do
pulsar incessante
que adentra as mortas
folhas de um viver.
.
Nada está
tudo é:
passional, permanente,
sozinho, mesmo que
em um tufão.
.
Monocromáticas
as tardes, a noite
é meu caminho. Triste.
Uma vaga sombra
ao luar do meio dia.
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Triste
estar gelado
disfarçado
em tom azulado
ouvindo o rugido magenta
os olhos mortos vidrados
na negra sombra do outro lado
triste estar acovardado
pregado de soslaio
entre o verso
e o fingido gesto
do poeta.
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4 comentários:

Selena Sartorelo disse...

É o mantra ouvido na alma, o silêncio visto na transparência do embrião, a eterna solidão gerada pelo sentimento sem razão, um estado encontrado pelo espírito, o momento ausente do presente, o não dito pelo pensamento, a morte pelo esquecimento. Uma condição jamais!

Fernanda Fernandes Fontes disse...

Sem razão
para o constraste do
pulsar incessante
que adentra as mortas
folhas de um viver.

Nada está
tudo é:
passional, permanente,
sozinho, mesmo que
em um tufão.

Monocromáticas
as tardes, a noite
é meu caminho.Triste.
Uma vaga sombra
ao luar do meio dia.

Um bj de saudade e tristeza, pq há beleza na dor.

tossan disse...

Em pintura pode-se experimentar tudo. Tem-se mesmo esse direito. Com a condição de nunca se recomeçar.

Pablo Picasso

Abraço e fique com os deuses das pinturas

Senhora Loirinha Má disse...

Triste
estar gelado
disfarçado
em tom azulado
ouvindo o rugido
magenta
os olhos mortos vidrados
na negra sombra do outro lado
triste estar acovardado
pregado de soslaio
entre o verso
e o fingido gesto
do poeta.