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Membrana

Desenho: Sr. do Vale
Olhos espectroscopadosRetina a retina
A crepuscular à tarde
Ramificações de luzes
Vagueiam no infinito
Imóveis ao colorido
Seus olhos as tem
Tinindo estrelas
Como se pirilampos
Percorressem tua alma
E ao seu lado
Aos pés da escada
De uma casa que fora desfeita
Vejo que o muito
Está lá
Entre as membranas
Das bactérias
Da luz
IOANES NULLIUS
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Símbolo

Desenho: Sr. do Vale
Muito mais que maisQue jamais há de acontecer
E jamais há de ser mais
Que jamais há de ser
IOANES NULLIUS
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SIMBOLO
Espectro
Desenho: Sr. do Vale
A distância do tempo se encurta
A cada momento
Você houve
Num momento qualquer
Existe o caminho
A cada momento
Você houve
Num momento qualquer
Existe o caminho
A distância se encurta no tempo
Você vive a esperar
O momento
Em que se acaba o tempo
E surge do alto
Pisando no asfalto
No dia
Na noite
No remover do silêncio
Tudo está calado
Um grito rompe a galáxia
E vem morrer no silêncio da poesia
Signo

Desenho: Sr. do Vale
A balança da justiça
Sobre o universo paira
Centralizada no círculo
Onde as chamas
Ardem na esfera
E outras luzes voam
Iluminando-se ao ar
Há uma estrada que segue
Através da lua
Da minha visão
Onde tem uma balança
Que não pende
Pra lado nenhum da lança
Ruptura
Na nebulosa longínqua,
Desliza na escuridão do vazio,
Cheio de mundos e ruídos de estômago.
Na mão estendida um feto,
Não nasce do ovo,
Continua com casca.
Enquanto não tens bico,
Quebrar, romper a barreira do som,
Lâmina de platina,
Decepa o ar.
Na cidade,
Vai, vem, vai, vem,
No balanço do trem,
A canção de ninar.
Pra bem longe sonhar, colorido.
IOANES NULLIUS
E quando brilhar no céu,
A luz da estrela, raio laser.
As bocas se abrirão,
Liberando aves.
E quando brilhar no céu,
A luz da estrela, raio laser.
As bocas se abrirão,
Liberando aves.
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