Adstringência

Pintura: Sr. do Vale

1,50m x 2,50m







Encontro do universo interior no aperto e constranger, que conduz seres em escutas precisas, e à percepção do reflexo do outro em si e vive-versa; as peças na revelação das sombras e tempestades que se movem a dizer em olhos molhados as podas, a luz que está à porta com alinhamento - ajuste que arde no fogo, afinal não há separação do ontem do amanhã. Por trás das cortinas da alma espaços a conclamar adubo, parir de frente pro mar, e falas silenciosas do que nem sempre se mostra, está em concha para se coser em pele, que de início seria personagens serem o poente navegando as mortes fundamentais entre as cores por escorrer as muitas águas, as quais o livro incomum é lido e relido saboreado por desfolhar que não há fim.




Canteiro Pessoal

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Tudo aquilo que aperta
Que prende
Que estreita
Que provoca a constrição
A paralisia do movimento
Do músculo em ação
A transformação
Do momento em estátua
Como fotografia estática
A luz iluminada
Deuses em profanação
A chuva na terra castigada
A seca no sertão
A secura, o amargo, o travo
O voo do sal no vento
Abrasando a pedra e a pele
A esfoliação
A esfera kasher da ciência
A adstringência
A desebulição
Marcello 'Maddy Lee' L.

17 comentários:

Canteiro Pessoal disse...

Sr do Vale,

Encontro do universo interior no aperto e constranger, que conduz seres em escutas precisas, e à percepção do reflexo do outro em si e vive-versa; as peças na revelação das sombras e tempestades que se movem a dizer em olhos molhados as podas, a luz que está à porta com alinhamento - ajuste que arde no fogo, afinal não há separação do ontem do amanhã. Por trás das cortinas da alma espaços a conclamar adubo, parir de frente pro mar, e falas silenciosas do que nem sempre se mostra, está em concha para se coser em pele, que de início seria personagens serem o poente navegando as mortes fundamentais entre as cores por escorrer as muitas águas, as quais o livro incomum é lido e relido saboreado por desfolhar que não há fim.

Abraços

Priscila Cáliga

I.D. disse...

Tudo bem ? Esqueci de falar a última vez ,mas essas pinturas são uma coisa deslumbrante ! Beijos

Desbúruru disse...

Ví um desfile de moda

Um desfile de anjos

O verter da inspiração

A lama de um grande irmão.

Antônio Henrique disse...

É de uma sutileza, com que descreve a arte.

mt sofisticado o que se ler

parabéns.


(...)

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

E aí, caro amigo, beleza?
Andas sumidaço...
Eu também, fazer o quê? rsrsrsrs
De qualquer maneira, resolvi passar aqui depois de um tempão e reencontrei o prazer visual de sempre. E até me inspirou a arriscar umas palavras.

Tudo aquilo que aperta
Que prende
Que estreita
Que provoca a constrição
A paralisia do movimento
Do músculo em ação
A transformação
Do momento em estátua
Como fotografia estática
A luz iluminada
Deuses em profanação
A chuva na terra castigada
A seca no sertão
A secura, o amargo, o travo
O voo do sal no vento
Abrasando a pedra e a pele
A esfoliação
A esfera kasher da ciência
A adstringência
A desebulição

Grande abraço!
Apareça!
ML

byTONHO disse...




fiz
tic
ando!?

"Imagin.eight.chão!"

Ops?!

:):

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

Graaaaaaaaaande Valleyman!
Passa lá no Plano Z: postei o Partículas por lá também!
Aquele abraço!
ML

José Marinho disse...

Sr. do Vale no seu melhor. Não me visita? Tudo de bom.

José Marinho disse...

Sr. do Vale no seu melhor. Vai uma visita até mim? Tudo de bom.

Anônimo disse...

Na boa, o que a Priscila Cáliga quis dizer com esse amontoado de palavras sem nexo algum?
Patético...

JJ

Canteiro Pessoal disse...

Enfim, JJ fico a pensar, e absorvo, ler quem quer, mas dizer que é sem nexo e patético denota um ser agressivo e destrutivo, afinal os seres precisam aprender trilhar no construtivo, mesmo que não aprovem - agradem. Também, exprimi um cérebro que não trabalha, está condicionado ao óbvio, e me dá pena. Mas, de qualquer forma, sigo adiante e espero que sejas transformado no seu caráter, quanto a dirigir ao semelhante.

Abraços e paz!

Priscila Cáliga

Anônimo disse...

...lê quem quer. Quem não quiser ler, não lê. Não exprema seu cérebro: a enxaqueca pode te dominar.
Revisar o escrito também faz bem ao bom e velho português maltratado.
Desculpe, ô bonitinha, mas de boas intenções o inferno está cheio, assim como de amontoados de palavras sem nexo.
Continuo sem entender nada e olha que leio as maiores loucuras há mais de milhões anos!
Fica chateada, não, moça! Críticas fazem parte da vida, lidar com elas também.
Só pra terminar: a separação do ontem do amanhã existe e é hoje, 24 horas de vida, a ser conecebida, a ser tirada, a ser doada, a ser.
Um beijo no cangote, com arrepio, por favor.

JJ

Por mim mesmo disse...

Sábado inenarrável! Prazerzaço conhecer pessoas convictas do que são! É Mon Sr do Vale, quando as partículas entram em movimento, nada é capaz de pará-las! Que esse encontro tenha sido apenas marco 0 do que vem pela frente!
Forte Abraço Amigão!!!

P.S.: tem um texto pra ti la no blog! http://naofaleseja.blogspot.com/2011/05/coracao-exposto.html

Auréola Branca disse...

Eu voltarei, querido. Como um vento do sul, que chegará tocando sua pele...

Ianê Mello disse...

É sempre um prazer vir aqui e apreciar suas belíssimas ilustrações, amigo.Dessa vez vim lhe contar uma novidade. Há uma surpresa para você no meu blog Meus vídeo-poemas.
Espero que goste. Se puder, deixe um recadinho lá.

o link é:

http://ianemellomeusvideopoemas.blogspot.com/2011/06/crescente.html

Grande beijo.

Amanda Lemos disse...

Gostei bastante do Blog.
Muito interessante !

É bom ver a cada dia que passa mais originalidade nessa "blogosfera". :)

Deixo o meu aqui caso queira dar uma olhada, seguir..;
http://bolgdoano.blogspot.com/

Muito Obrigada, desde já !

Ma Ferreira disse...

Sr. Do Vale,

Sou amiga do Vino.

Quero parabeniza-lo pela sua arte.
Fiquei encantada por tudo que aqui encontrei. Pela sua arte digita, pela sua arte na escrita.

Tens aqui uma linda galeria.

Te sigo!

Bj
Ma Ferreira ( ceramista )