Equus




Pintura: Sr. do Vale

2,50m x 1,50m




Vasto e cansado valseio

uma canção de solitário solteiro coração,

galopa aloprado em fantasias e fantasmas;

custa muito dizer, se custa,

toma minhas flores, dores e amores e me deixe viver amada das cachoeiras,

mas antes do naufrágio faz um café e vamos fumar um cigarro amor.
Noslen ed azuos

____________________________________




Virgem virtual vagueio

na canção

de saborosa e sorrateira pressão

uso galochas antiquadas

e fantasio com fantasmas

custo muito manter a virtude

toma minha testa

pele, festa

e me deixe saciada a vida inteira

mas antes do prazer

beije meu pé

e vamos renascer do barro

meu amor.


____________________________________




Amigo

que anda calado

Um pouco afastado

Distância serena

Cavalo de fogo que rasga o breu desse lado do céu.

Alcança fantasmas

Aguardo teu julgamento

o juiz pede ao coro silêncio o réu despreza a culpa

Olhar encantado

Espectro de luz e asas no pé.

É luz azul

De áurea dourada de bichos tão meus.

Anjo que caí no abismo flutua no nada.

Particulas unidas

Corpos dstintos

Tormento da paz.

Silêncio e dor

Beleza, feiura

O sentimento

Medo e amor.

Uma chama

Alegoria

Perfil da alma

Clama!

Dança movimento que indica

detalha a particula de cada sentido.


____________________________________


Diz a mitologia que assim

Pégaso nasceu

Depois que Medusa

Derrotada por Perseu

Seu sangue verteu

E desse sangue nasceu a beldade

Símbolo da imortalidade

O cavalo alado

Que voa à vontade

Pelo céu da eternidade

Pelo infinito horizonte

E, depois, Belerofonte

Com a ajuda de Atena

O domou de forma plena

E se meteram em tantas aventuras

E até matou a Quimera!

Quem dera que Belerofonte

Tivesse criado juízo

Mas, não!

O herói orgulhoso

Teve fim desastroso

Pois perdeu todo o seu siso

E tentou voar até o Olimpo

O que despertou a ira, o raio e o trovão

E, então, Zeus ofendido

Enviou vespa e ferrão

Fazendo nosso herói, assim,

Cair ao derradeiro chão

Mas Pégaso continuou o seu vôo sem fim

Não parou nunca mais, não

Agora voa, eterno:

Virou constelação.

____________________________________

Ajoelha-te neste chão dos céus
Deixa que desmonte, cavalo alado
E me apeie na constelação de Pégaso
Como quem pode caminhar sobre estrelas…

Ajoelha-te brevemente e vai-te pelo espaço
Nessa liberdade equestre da vastidão celeste
Deixa que fique entre a espuma branca e fria
Saudade humana vagueando entre a poeira dourada de estrelas…

Inclina-te…pousa-me e segue o teu destino de Equus!

14 comentários:

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

Graaaaaaaaaaaaaande Valleyman!
Andei um pouco afastado e quando volto aqui está cheio de novidades. Vou dar um passeio pelo seu mundo fantástico, prestando mais atenção e esperando ins-pirações.
Abração, meu amigo.
Valeu, Vale!
ML

Noslen ed azuos disse...

Vasto e cansado valseio uma canção de solitário solteiro coração, galopa aloprado em fantasias e fantasmas; custa muito dizer, se custa, toma minhas flores, dores e amores e me deixe viver amada das cachoeiras, mais antes do naufrágio faz um café e vamos fumar um cigarro amor.

Senhora Loirinha Má disse...

Virgem virtual vagueio
na canção
de saborosa e sorrateira pressão
uso galochas antiquadas
e fantasio com fantasmas
custo muito manter a virtude
toma minha testa
pele, festa
e me deixe saciada a vida inteira
mas antes do prazer
beije meu pé
e vamos renascer do barro
meu amor.

nois de lean disse...

grandes letras, tu blog me dejo buen sabor de boca

las pinturas son tuyas???

saludos

Selena Sartorelo disse...

Amigo
que anda calado
Um pouco afastado
Distância serena
Cavalo de fogo que rasga o breu desse lado do céu.
Alcança fantasmas
Aguardo teu julgamento
o juiz pede ao coro silêncio
o reu despreza a culpa
Olhar encantado
Espectro de luz e asas no pé.
É luz azul
De áurea dourada de bichos tão meus.
Anjo que caí no abismo
flutua no nada.
Particulas unidas
Corpos dstintos
Tormento da paz.
Silêncio e dor
Beleza, feiura
O sentimento
Medo e amor.
Uma chama
Alegoria
Perfil da alma
Clama!
Dança
movimento que indica
detalha a particula de cada sentido.

nois de lean disse...

pues tus pinturas me han gustado bastante, los colores intensos, la vida (muerte) que imprime

saludos

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

Faaaaaaaaaaala, caro amigo!
A ins-piração veio, mas tive que dar uma trabalhada mais apurada na coisa toda; espero que gostes.

Diz a mitologia que assim
Pégaso nasceu
Depois que Medusa
Derrotada por Perseu
Seu sangue verteu
E desse sangue nasceu a beldade
Símbolo da imortalidade
O cavalo alado
Que voa à vontade
Pelo céu da eternidade
Pelo infinito horizonte
E, depois, Belerofonte
Com a ajuda de Atena
O domou de forma plena
E se meteram em tantas aventuras
E até matou a Quimera!
Quem dera que Belerofonte
Tivesse criado juízo
Mas, não!
O herói orgulhoso
Teve fim desastroso
Pois perdeu todo o seu siso
E tentou voar até o Olimpo
O que despertou a ira, o raio e o trovão
E, então, Zeus ofendido
Enviou vespa e ferrão
Fazendo nosso herói, assim,
Cair ao derradeiro chão
Mas Pégaso continuou o seu vôo sem fim
Não parou nunca mais, não
Agora voa, eterno:
Virou constelação.

Grande abraço!
ML

f@ disse...

Sempre o B E L O e a cor de sentir...

...
imenso beijinho

beatriz palma disse...

Ajoelha-te neste chão dos céus
Deixa que desmonte, cavalo alado
E me apeie na constelação de Pégaso
Como quem pode caminhar sobre estrelas…

Ajoelha-te brevemente e vai-te pelo espaço
Nessa liberdade equestre da vastidão celeste
Deixa que fique entre a espuma branca e fria
Saudade humana vagueando entre a poeira dourada de estrelas…

Inclina-te…pousa-me e segue o teu destino de Equus!

BIA

Palhastro disse...

FARRAZINE # 11 - IMPERDÍVEL
Ricardo Andrade deixou um novo comentário sobre a sua postagem "LILIAN MITSUNAGA":

Palhastro, meu camarada! Sua entrevista com a sensacional LILIAN MITSUNAGA foi publicada na edição 11 (a mais recente) do FARRAZINE, e você ainda foi citado no blog! Seja um bom rapaz e nos divulgue, meu caro... E escreva mais para nós!


Aqui a sua citação no blog:
http://farrazine.blogspot.com/2009/05/farrazine-11.html

E aqui pode-se ver a revista:
http://issuu.com/farrazine/docs/farrazine_11_issuu

Mais especificamente nas páginas 16 e 17. E você ainda é citado no Expediente!

E aqui pode-se baixar essa retumbante edição:
http://www.4shared.com/file/105365459/ac0e08f5/FARRAZINE_11.html

Dá uma força aí, véio! Abração...

Ricardo Andrade
http://apgatti.forumeiros.com/forum.htm


Postado por Ricardo Andrade no blog ALCALÓIDE LITERÁRIO em Segunda-feira, 15 de Junho de 2009 18h58min00s BRT

Senhora Loirinha Má disse...

Que poesia do caráleo essa do Marcello!

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

Querida Senhora Loirinha Má Mas Muito Muito Má (rsrsrs),
'brigadaço! Me diverti bagarái montando esses versos (mas ainda preciso melhorá-los, eu acho); tenho que dizer que me inspirei numas letras de músicas do Jorge Mautner e do meu amigo Jean Kuperman pra contar essa história mitológica de forma divertida - mas claro que nada disso sairia da cahola se não fosse a arte do Valleyman.
Beijo, menina; abraço, amigo.
Valeu!
ML

兩津 disse...

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Desbururu disse...

O roxo e o branco


Um turbilhão de almas
acenam ma margem da compreensão
implorando para o mensageiro
apresentar ao seu superior
que o momento da esperança
a qualquer momento vai chegar.
Apontam para o corcel rubro
que de rapidez tal imensa
somente se apercebe
sua frente imponente
por colocar duas patas
em um terreno que impera
as patas chamadas pés.
Cegos desconhecem os anjos
nitidamente a frente de todos
encapuzados e alados
como as milícias que se formam
ou os neófitos que esperam.
Depois disso, só o desconhecido.
As auras entrelaçadas,
as cores vibrantes,
o lusco fusco contra o raiar da luz
a descoberta de signos religiosos
e de animais sagrados
aparentando o miscigenar de povos
juntos e unidos em um éden
completamente descaracterizados
sem eira e nem beira
como diriam e construiram
alguns povos que já passaram
pelo branco e ora estão no roxo.