Gran Finale

Pintura: Sr. do Vale
0,74m x 0,42m




Pés cansados,
cambaleando pensamentos
sem chegada.

Pó de todos pisa.
Mulher que vaga
à lua clara.


Entra no mar
e banha sua alma,
abraça o fim.


O céu se abre
em dançante véu


e cobre o corpo.


O segredo da noite
dissipado ao mundo


por teu brilho.






Improvisos sobre o "Gran Finale"
Ainda é cedo
para deixar a cena
Spots e canhões
aquecem o drama
com luz intensa
Ser ou não ser?
Quem é que não pensa?
.
Mas não se esqueça
de beber da comédia,
descer ao inferno
ao encontro da bela
Flertar com o imponderável,
protagonizar no teatro do absurdo
uma peça complexa
existir neste mundo
.
Mas acima de tudo
não perca a essência
hoje tem espetáculo,
reúna a trup
o palco é o caminho
que percorremos errantes
Mambembes,
Vagabundos,
qual um texto de Cervantes


E deus disse:
deita montanha.
E a montanha arrefeceu.
E deus disse:
quieta mar.
E o mar ficou liso.
E deus disse:
seja azul.
E o horizonte fundiu-se em cores.
Aí, nasceu a mulher
despida e branca
curvou e doou seu centro
e deus disse:
que lua, meu deus!








.
.
.
A Montanha e o Feriado
Sou a montanha que está ao lado,
da casa onde estivestes neste final de semana.
Do alto de meu explendor vejo te,
contracenando em episódios musicais,
loucuras entre pessoas de bem querer.
Entre um passeio e outro nos meus vários quintais, você se enaltece
e vibra quando um de seus amigos
lhe conta que estava se inspirando,
buscando algo novo e belo para letrar
e de um dia de ensolarada tarde
quase ao final de um rico banquete
elaborado por tuas mãos
surge deste seu amigo os versos.
São sobre pedra, mar e folhas tudo que eu tenho, pois sou isso.
Estas rimas ficam cravadas no local
elas não podem mais ser repetidas
elas não pode mais ser relidas
pois tornaram-se o marco do momento
o sinal que tudo aquilo existia
era real e tinha nossas presenças.
Amando a todos os momentos
os abraçei com o meu manto
dando-lhes o retorno pacífico,
as portas abertas para comerciar
e com tais pormenores prontos
uma noite imperial se passou,
regada a poesia, a música e canto
a progressividade latente
existente em cada uma das almas
alí presentes e viventes.
Tais momentos eu não poderei reprisar,
pois outras tardes lhe proporcionarei e darei para novos sentidos
e vos colocarei novamente aos meus pés
e ao lado daqueles que souberam me honrar,
daqueles que souberam me respeitar
como somente as pessoas que me amam
entendem e compreendem.
E isso é bom e nos revigora.
Agora que estais longe e eu aqui
poderei ainda mandar mesmo distante
uma rajada de amor para tí,
como você recebeu de todos.
Sou a montanha que isolou a festa privilegiada que ocorreu,
com teus pares mais próximos
colhendo as frutas de sua mente,
as letras de sua boca e o seu bem.
Sou aquela massa inquietante de pedra e mata que estará sempre alí
olhando por você e para todos.
De meu interior você retira a paz
e o calor de minhas vibrações e a certeza que tudo estará bem,
e tú poderás caminhar mais uma vez
em meu leito, na companhia dos teus
como esteve e comentou
ao se deparar mais uma vez comigo.
Esteja em paz e um brinde aos amigos que voce cultivou,
e que podem tê-lo como irmãos
de armas culturais que tanto afloram quando estão juntos,
como neste belo Feriado.

11 comentários:

Fernanda Fernandes Fontes disse...

Pés cansados,
cambaleando pensamentos
sem chegada.

Pó de todos pisa.
Mulher que vaga
à lua clara.

Entra no mar
e banha sua alma,
abraça o fim.

O céu se abre
em dançante véu
e cobre o corpo.

O segredo da noite
dissipado ao mundo
por teu brilho.
....

Um bj enluarado!

Big clash disse...

Improvisos sobre o "Gran Finale"

Ainda é cedo
para deixar a cena
Spots e canhões
aquecem o drama
com luz intensa
Ser ou não ser?
Quem é que não pensa?

Mas não se esqueça
de beber da comédia,
descer ao inferno
ao encontro da bela
Flertar com o imponderável,
protagonizar no teatro do absurdo
uma peça complexa
existir neste mundo

Mas acima de tudo
não perca a essência
hoje tem espetáculo,
reúna a trup
o palco é o caminho
que percorremos errantes
Mambembes,
Vagabundos,
qual um texto de Cervantes

rayane macêdo disse...

grandes poesias lindas mesmo!
parabéns!
by: rayane

Mя Đo™ јuŝт ғøя ғци disse...

hi,
very, very nice.
beautiful pictures, beautiful blog

Senhora Loirinha Má disse...

E deus disse:
deita montanha.
E a montanha arrefeceu.
E deus disse:
quieta mar.
E o mar ficou liso.
E deus disse:
seja azul.
E o horizonte fundiu-se em cores.
Aí, nasceu a mulher
despida e branca
curvou e doou seu centro
e deus disse:
que lua, meu deus!

Sandra S. disse...

As poesias são muito bonitas, mas estas pinturas são absolutamente apaixonantes ! Lindo blog, parabéns :)

Auréola Branca disse...

Olá, caro amigo artista...
Digo-te que a lua sempre me encantou... Ela sempre esteve presente em todos os meus "eus" imaginários, transformando-me em suas fases.
Ela sou eu, apenas...

Higher. disse...

Oi! Obrigado pelo seu comentário.

It's cool e belo blog.
Desculpe, não posso Português bem.

Desbururu disse...

A Montanha e o Feriado


Sou a montanha que está ao lado,
da casa onde estivestes neste final de semana.
Do alto de meu explendor vejo te,
contracenando em episódios musicais,
loucuras entre pessoas de bem querer.
Entre um passeio e outro nos meus vários quintais, você se enaltece
e vibra quando um de seus amigos
lhe conta que estava se inspirando,
buscando algo novo e belo para letrar
e de um dia de ensolarada tarde
quase ao final de um rico banquete
elaborado por tuas mãos
surge deste seu amigo os versos.
São sobre pedra, mar e folhas tudo que eu tenho, pois sou isso.
Estas rimas ficam cravadas no local
elas não podem mais ser repetidas
elas não pode mais ser relidas
pois tornaram-se o marco do momento
o sinal que tudo aquilo existia
era real e tinha nossas presenças.
Amando a todos os momentos
os abraçei com o meu manto
dando-lhes o retorno pacífico,
as portas abertas para comerciar
e com tais pormenores prontos
uma noite imperial se passou,
regada a poesia, a música e canto
a progressividade latente
existente em cada uma das almas
alí presentes e viventes.
Tais momentos eu não poderei reprisar, pois outras tardes lhe proporcionarei e darei para novos sentidos e vos colocarei novamente aos meus pés e ao lado daqueles que souberam me honrar, daqueles que souberam me respeitar
como somente as pessoas que me amam
entendem e compreendem.
E isso é bom e nos revigora.
Agora que estais longe e eu aqui
poderei ainda mandar mesmo distante
uma rajada de amor para tí,
como você recebeu de todos.
Sou a montanha que isolou a festa privilegiada que ocorreu,
com teus pares mais próximos
colhendo as frutas de sua mente, as letras de sua boca e o seu bem.
Sou aquela massa inquietante de pedra e mata que estará sempre alí
olhando por você e para todos.
De meu interior você retira a paz
e o calor de minhas vibrações e a certeza que tudo estará bem,
e tú poderás caminhar mais uma vez
em meu leito, na companhia dos teus
como esteve e comentou
ao se deparar mais uma vez comigo.
Esteja em paz e um brinde aos amigos que voce cultivou,
e que podem tê-lo como irmãos
de armas culturais que tanto
afloram quando estão juntos,
como neste belo Feriado.

Desbururu disse...

A Montanha e o Feriado


Sou a montanha que está ao lado,
da casa onde estivestes neste final de semana.
Do alto de meu explendor vejo te,
contracenando em episódios musicais,
loucuras entre pessoas de bem querer.
Entre um passeio e outro nos meus vários quintais, você se enaltece
e vibra quando um de seus amigos
lhe conta que estava se inspirando,
buscando algo novo e belo para letrar
e de um dia de ensolarada tarde
quase ao final de um rico banquete
elaborado por tuas mãos
surge deste seu amigo os versos.
São sobre pedra, mar e folhas tudo que eu tenho, pois sou isso.
Estas rimas ficam cravadas no local
elas não podem mais ser repetidas
elas não pode mais ser relidas
pois tornaram-se o marco do momento
o sinal que tudo aquilo existia
era real e tinha nossas presenças.
Amando a todos os momentos
os abraçei com o meu manto
dando-lhes o retorno pacífico,
as portas abertas para comerciar
e com tais pormenores prontos
uma noite imperial se passou,
regada a poesia, a música e canto
a progressividade latente
existente em cada uma das almas
alí presentes e viventes.
Tais momentos eu não poderei reprisar, pois outras tardes lhe proporcionarei e darei para novos sentidos e vos colocarei novamente aos meus pés e ao lado daqueles que souberam me honrar, daqueles que souberam me respeitar
como somente as pessoas que me amam
entendem e compreendem.
E isso é bom e nos revigora.
Agora que estais longe e eu aqui
poderei ainda mandar mesmo distante
uma rajada de amor para tí,
como você recebeu de todos.
Sou a montanha que isolou a festa privilegiada que ocorreu,
com teus pares mais próximos
colhendo as frutas de sua mente, as letras de sua boca e o seu bem.
Sou aquela massa inquietante de pedra e mata que estará sempre alí
olhando por você e para todos.
De meu interior você retira a paz
e o calor de minhas vibrações e a certeza que tudo estará bem,
e tú poderás caminhar mais uma vez
em meu leito, na companhia dos teus
como esteve e comentou
ao se deparar mais uma vez comigo.
Esteja em paz e um brinde aos amigos que voce cultivou,
e que podem tê-lo como irmãos
de armas culturais que tanto
afloram quando estão juntos,
como neste belo Feriado.

Juan Moravagine Carneiro disse...

Apesar de atrasado meus parabéns....

Um imenso abraço meu caro, e agradecido pelas suas visitas ao Rembrandt...e por nos brindar com seu ótimo espaço