Vitalino

À sombra do barro


Os ruídos, as coisas, a noite
Tudo está pausadamente vago
Apenas alguns bonecos de barro
Parecem introduzir-se na vida do silêncio

O homem de chapéu carregando
Sobre os ombros peixes
O tocador de viola
Sentado num pequeno banquinho
O boi, que parece ruminar
O barro de que fora feito

A noite está vaga
E eu vagando na noite
Encontro-me
Com andarilho das sombras

E desenho em seus vultos
A pastagem de minha vida
Feita ou não de barro.

IOANES NULLIUS

Um comentário:

VANUZA PANTALEÃO/OBRA LITERÁRIA disse...

Vou te contar, hein, amigo!
Tem uma "turminhha" no Brasil que não merece nem Vitalino, nem você e, me desculpe a falta de modéstia, a mim também...Deixarem de comentar um post desse, uma tributo tão justo.
Vamos pegar o primeiro avião ou um cargueiro de navio qualquer.
Uma Honra, viu?
Fique com Deus! (com certeza, ele saberá recompensar aos injustiçados)